• Ana Paula Peron

O que vem primeiro: a confiança ou a abertura para confiar?

Uma cliente me desafiou a mergulhar no tema da confiança, durante uma sessão recente de Coaching de Conflitos. Ela me dizia:


- Eu sempre confio nas pessoas ao conhecê-las, sempre estou aberta a novas ideias e opiniões. Mas, quando percebo que estão me enrolando, eu perco a confiança. Aí, acabou...


Fiquei muito curiosa em investigar esta relação, reconhecendo que processos como esse já haviam ocorrido comigo (e, acredito, também com você que está lendo este texto). Para aprofundar a questão, perguntei: Como você sabe que estão te enrolando? Quais são os sinais?



- Bem... Quando as histórias são infundadas, as falas estão incoerentes, as notícias não batem. E o tom de voz parece inseguro.


Fui anotando esses sinais, importantíssimos para a conversa, e segui perguntando: E o que você faz quando percebe os sinais? Qual é a sua reação?


- Eu vou dando corda até pegar a mentira, na curva...


Mais curiosa, quis saber: Você confiaria em alguém que está à espreita, para te pegar na curva?

- Não!!!


Então, me atrevi a responder: Nem eu!!!


Confiar é “FIAR COM”. Estar aberto a confiar é mais do que só confiar... É semear a confiança, o que, por sua vez, cria condições para as relações se aprofundarem.

A partir daí, pensamos juntas em novas possibilidades de ação no dia a dia da empresa. São caminhos que, certamente, poderão ser úteis também a você:


- Ao sentir insegurança em relação aos sinais recebidos por interlocutores, é possível dizer:


“Não me sinto confortável com esta história. Me parece que há vários pontos que precisam de mais confirmação e congruência”. Ou, ainda: “Eu estou insegura com a tua postura e preciso de outros fatos e dados que tragam mais luz e certezas sobre essas questões.


Criando oportunidades para conversas assim, mais transparentes e sinceras, é possível encontrar alternativas para seguir em frente. E, além de se abrir para confiar, SEMEAR CONFIANÇA.


Stephen Covey e Tom Venetianer, no livro “A velocidade da confiança”, levam os leitores a uma autorreflexão, lembrando que confiança se dá em 2 DIMENSÕES:


1 – A dimensão do caráter


Integridade: É ter a coragem de agir de acordo com valores e crenças. É praticar o que se prega. É ser coerente consigo e com os outros.

Intenção: Tem a ver com os motivos e as agendas de cada pessoa, considerando a preocupação genuína com o bem-estar daqueles com quem interage e não apenas consigo.


2 – A dimensão da competência

Das capacitações: São as habilidades de cada pessoa que inspiram a confiança – talentos, atitudes, destrezas, conhecimentos e estilo.

Dos resultados: As realizações (pessoais e profissionais), o desempenho e o fazer as coisas corretas e corretamente.


Que tal, então, criar oportunidades para revisitar as suas ações e pensamentos, avaliando o que é preciso reconsiderar para VOCÊ TER RELAÇÕES MAIS SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS? Se quiser trocar ideias sobre esses temas entre em contato.


Por Ana Paula Peron


Especialista em apoiar pessoas e organizações na construção de relações mais saudáveis e sustentáveis, a partir de processos mediativos.

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